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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Dunga, treinador de seleção brasileira? Meus deus!!!!!


Dunga não é técnico de futebol. É ex-jogador. E só. Técnico de seleção? Esse sujeito não tem capacidade de dirigir nem a China, nem a Arábia Saudita e muito menos o Brasil, pentacampeão do mundo, potencia número 1 do futebol mundial.

Josué, Diego, Elano, Julio Batista, Luis Fabiano, Maicon, Gilberto, Gilberto Silva... Meu deus! Como podem jogar na seleção? Nunca foram craques de bola, condição única para fazer parte do escrete canarinho. Como ele pode escalar tanto cabeça-de-bagre no meio-campo? E enquanto isso, o genial Alex fica fora. Enquanto isso, por causa de uma birra, um chilique, o Kaká fica fora. O Pato fica no banco! O cara, precisando vencer, tira o Diego e põe Daniel Alves? Não dá pra entender.

Gostaria de estar na entrevista coletiva de Dunga no Mineirão ontem, após o horrível empate sem gols contra a Argentina. Iria perguntar: “E agora, Dunga? Qual a desculpa do momento? O que os assessores de imprensa disseram pra você responder?”

A culpa maior, entretanto, não é de Dunga. Ele foi um tremendo mané de aceitar esse pepino de ser treinador do Brasil sem ter, ao menos, alguma experiência anterior como técnico de futebol. Mas por que diabos o ditador onipotente Ricardo Teixeira escolheu ele para o cargo? Meu deus!!!!

Dá medo de assistir à seleção. É um desgosto só. Ninguém mais joga no Brasil, são astros internacionais e por isso os ingressos são absurdamente caros. Quem esteve ontem no Mineirão e vaiou a seleção ao mesmo tempo que aplaudia Messi, não é o torcedor comum, que vive nas arquibancadas e sofre com o futebol. Quem esteve lá ontem são uns almofadinhas endinheirados que nem sabem o que é torcer... Uma vergonha!

Parabéns Ricardo Teixeira. Você conseguiu fazer da seleção brasileira um negócio altamente lucrativo. Pra que fazer amistosos no Brasil a preços populares. Pra ter prejuízo? O negócio é vender a organização dos amistosos para uma empresa americana qualquer que pague bons milhões de dólares para a CBF (leia-se bolso de dirigentes)

Estou com a amarelinha no peito ao escrever este texto. Nem sei mais se isso é digno...

sexta-feira, 21 de julho de 2006

E o Alex? Não vi, não sei


E o Alex?

Enacantou os gramados por onde passou nos últimos quatro anos. Antes, encantou gramados por, no mínimo, mais cinco anos. Desde a libertadores de 1999, quando, ainda menino, fez a caimsa 10 do Palmeiras brilhar, com glória inédita, nos relvados sulamericanos.

É o meio-campista brasileiro em atividade com mais gols marcados. Imagine, então, o numero de assistências que fez. Infelizmente não encontrei a estatística. Com certeza tem mais assistências do que qualquer um dos que jogaram no Brasil que ele assistiu na última copa.

É... a última Copa. E o Alex?

Desperdício de craque. Por que? Pela grana, sempre a grana.

Só pode ser a poupança. E quanta!

Nem o Felipão levou Alex. Só pode ser obra do poderoso chefão.

Quem será o poderoso chefão da CBF?

Sei lá, nem quero saber. Sabe o que acontece com quem sabe demais.

Sei que há alguma coisa. Uma força maior. Inexplicável. Tanto na vitória quanto na derrota. Sabe-se lá quem sabe.

Quem sabe a panela dos amigos do Ronaldo sabe?

E a Globo? Sabe?

Eu faço questão de frisar novamente. NÃO SEI!

E a Copa América? Ninguém viu?

E a Copa das Confederações? Quem sabe? Quem viu o quadrado?

Eu vi. E sei que as equipes de ambas as competições eram melhores do que a última.

Mas não sei.

Não sei porque não viram o que eu vi. Não vi porque sabem o que eu não sei.

E o Alex? Que eu vi chapelar o Rogério Ceni dentro da pequena área. Que eu vi levar diversos times a glórias inéditas.

Será que sabe? Será que viu?

O Rogério, chapelado, jogou. Deve ter visto.

Eu, como Alex, um dos maiores jogadores de meus tempos, não joguei.

Eu não vi. Eu não sei.

E, assim como eu e Alex, diversos cidadãos, atletas ou não, nunca viram ou verão. Nem sabem, nem saberão.

"Pero que los hay, hay."

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Au, au, au, vergonha nacional!!!


Tinha muita coisa para falar sobre a Copa (ainda escreveria alguma coisa) e não falei. Antes da revanche tinha muita coisa para falar. A esperança de ver futebol JOGA BONITO ainda existia.

Confesso que me iludi com os gols de Ronaldo contra Gana e Japão. Pensava que estava voltando o velho Fenômeno.

Esperava muito de Kaká. Novamente tremeu em uma decisão. Ainda não conseguiu vencer uma.

E Ronaldinho. Esforçado. Deu alguns bons passes contra as babas. Contra a França? Péssimo. Longe do futebol de Barcelona. Decepção total.

Este amontoado de jogadores lembra 66. Preparação inadequada. Um antigo técnico campeão virando um total idiota. Um burro que não enxergou que Robinho era a solução e insistiu em velhas múmias.

Era a Copa dos interesses pessoais na seleção. O que esperar de um monte de celebridades? Cada um preocupado com seu umbigo. Grupo rachado entre os veteranos parreiristas contra os novatos que, vendo que o time não jogava, pediam mudança.

Cafu, velho, totalmente ultrapassado. Só queria seus recordes. Mais jogos em Copa pelo Brasil, mais vitórias. Queria a quarta final e a segunda levantada de taça...

E Roberto Carlos. Ridículo. Péssimo em 98, regular em 2002 e péssimo em 2006. Um jogador para ser esquecido.

Ronaldo queria os três gols que conseguiu. Mas ele não tinha a menor condição física. Uma tristeza.

A zaga se salvou. Dida também. Zé Roberto foi sensasional. Muita raça jogando muita bola fora de sua posição, diferente de outros.

Emerson. Adeus. Junto com todos os velhos. A nova seleção terá uma cara muito nova. Adeus, Gordo, adeus Roberto Carlos (foi tarde), adeus Cafu (foi muito tarde), adeus Juninho (uma pena) e todos mais. Parreira e Zagallo também.

A tristeza maior é que esses mercenários nem irão voltar para o Brasil. Vão voltar para seus países. Sim, pois não são brasileiros. Apenas fazem vibrar os europeus. Nem em Copa podemos vibrar com nossos craques. Que vão JOGAR BONITO para os almofadinhas catalãos, madrilhenhos e italianos.

Em 82 aquele time encantou e perdeu. Digno. Os craques voltaram para, em agosto, enfeitiçarem os gramados brasileiros. E eu agora. Vou vibrar com quem? Com o resto?

Resumo da ópera: Pior que 90 (na Itália, não tínhamos time e jogamos melhor que Argentina. Agora, nós tínhamos muitos craques e não jogamos nada. E um baile da França), pior que era Zico, pior que nos anos 70, pior que todos. Só não fomos pior que 66. Fomos rigorosamente péssimo nas duas. Esta foi um vexame, uma vegonha, um desastre, um fiasco total.

Imagine só: direito de resposta

Se o Ronaldo dominasse a bola?

Se o Gaúcho justificasse seu título de melhor do mundo?

Se o Felipão fosse o técnico?

Se o Adriano passasse sete jogos seguidos recebendo passes redondos de Robinho?

Se o Cafu tivesse 25 anos de idade?

Se o Roberto Carlos fosse um jogador profissional (de verdade) ?

Se Zizou estivesse aposentado?

Se o Henry estivesse na forma física do nosso bola nove ?

Se a seleção brasileira estivesse em campo no jogo do último sábado?

Imagine como estaria nossa campanha na copa? Nem eu.

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Ao Hino Nacional

A primeira grande decepção da copa: sem Koller para cabecear e chamar a atenção das defesas adversárias, a República Tcheca perdeu a força que chamou a atenção de todos na primeira rodada.

Parece que o segundo lugar do ranking de seleções da FIFA terá, em breve, novos donos.

E, dentro da decepção, vejo mais algumas: Nedved não mostrou o futebol que o mundo dele esperava. Milan Baros, que foi uma das grandes revelações da Euro 2004, também não encantou.

E assim os Tchecos deixam a Alemanha precocemente, antes do provável e temido embate contra o Brasil. Melhor para a gente... quer dizer, será?

O Brasil entra em campo em poucos minutos para sacramentar a primeira posição em seu grupo. Sendo assim a seleção canarinho enfrenta Gana. Teremos de superar os traumas das duas olimpíadas seguidas em que fomos eliminados por africanos.

O Brasil tem futebol de sobra para uma vitória, mas o time do meia Appiah (que, antes da copa, vinha assistindo aulas semanais de futebol de seu companheiro de Fenerbache, Alex) tem condições de surpreender.

Devem estar pensando, mas e o Japão?

A partida começa em poucos instantes, e Parreira vai perdendo mais uma oportunidade de pôr em campo o verdadeiro quadrado. Venho percebendo que a imprensa insiste em esquecer que o quadrado que ganhou fama na copa das confederações não vem entrando em campo.

O quadrado mágico que atuou bem tinha Robinho no lugar de Ronaldo. Assim encantou o mundo. Pode se dizer que é maldade, mas, para ilustrar a situação, vou citar aqui a frase que surgiu a um amigo ontem, quando discutíamos o assunto: “Com o Ronaldo em campo não é quadrado, é triangulo e bola.”

Exagerado? Não sei. Eu não ousaria duvidar do Fenômeno, mas ando um tanto desconfiado.
Agora, que todos cantem o hino nacional.

domingo, 11 de junho de 2006

Os heróis brasileiros


Desde 1990 eu sou um apaixonado por Copas. Naquele ano, caímos cedo. Mas eu posso dizer que faço parte de uma geração privilegiada. Já vi três finais. Ganhamos duas.

De quatro em quatro anos eu vivo a Copa. E vivo apenas a Copa. Todas as outras coisas cotidianas são menos importantes.

Quando finalmente chega este evento maravilhoso, é difícl se conter. Palavras saem carregadas de passionalidade. Um drible não é só um drible. Um gol não é só um gol. Tudo é carregado de mística. São momentos que escrevem a hitória. Não apenas da Copa, mas da humanidade.

O que seria do Brasil se nós não fossemos os maiorais da bola? Seríamos apenas mais um país pobre esquecido e desconhecido. Graças aos nossos heróis, somos respeitados, admirados e bem recebidos em qualquer lugar. Esses heróis da bola são nossos verdadeiros heróis. Esqueçam Dom Pedro I, Tiradentes e qualquer outro salvador da pátria. Quem realmente nos salvou foi o Pelé, o Garrincha, o Romário e o Ronaldo. Isso para só citar alguns.

E esses heróis só têm a Copa para fazer história. Se fracassarem, ficaram de fora do Monte Olimpo. Zico é um exemplo. Por mais que ele tenha sido um grande craque, ele não é um herói brasileiro. É apenas um herói rubro-negro.

Esta Copa é uma Copa para surgirem novos deuses da bola. E nós,brasileiros subdesenvolvidos mas maiorais no que mais importa no mundo, vamos para a glória. Dia nove de julho, data famosa para os paulistas é dia de festa.

sexta-feira, 14 de abril de 2006

O exorcismo santista



E o primeiro campeão da Era Gorducha no Barbante é o Peixe. Foi um título pra exorcizar muita coisa na Vila Belmiro. Primeiramente, o Santos não era campeão paulista desde 1984, quando Serginho Chulapa (hoje auxiliar técnico de Luxemburgo) estufou as redes corintianas e correu pro abraço. O tempo em que o Santos ficou sem ganhar um caneco dentro da Vila Belmiro foi maior ainda, desde 1965, ou seja, em plena fase áurea de Pelé, Coutinho e cia.

Entretanto, o que realmente tranqüilizou o torcedor santista foi ver o time campeão sem o ex-ídolo Robinho. Muitos acreditavam que o Peixe entraria em uma nova fila. Torcedores rivais, aliviados com a saída do carrasco rival, gritavam “timinho, viúva do Robinho”. O desejo deles era que o Santos voltasse a ser coadjuvante no cenário futebolístico, como foi durante a negra fase que pairou na Vila por alguns anos. Mas o Santos passou por cima de tudo e de todos e sagrou-se campeão paulista de 2006.

E quantos apostavam no Santos? Ninguém. O Santos, no papel, era o time mais fraco dos grandes. O Corinthians/MSI era campeão brasileiro e vinha com muitas estrelas estrangeiras, o São Paulo vinha cheia de banca por ser tri e o Palmeiras estava com a sede de quem não vê a cor de um caneco há tempos. O Santos era um catado de jogadores sem nome, sem estrela. Reinaldo, o Maldonado e o Fábio Costa não são suficientes para conduzir um time ao título, diziam os críticos. O São Paulo certamente seria campeão.

Seria campeão se não vacilasse tanto. Tropeços inexplicáveis dentro de casa tiraram o título dos são-paulinos. Já o Santos, com dez vitórias em dez jogos em casa, papou.

Ninguém explicou como o catado de jogadores meia-boca ganhou o título? A explicação está na ponta da língua e tem um nome: Luxemburgo. Foi seu sexto título paulista. E assim como o primeiro, com o Bragantino, com um time sem craques, com uma defesa mais efetiva do que o ataque.

E foi assim. Santos campeão porque venceu mais, porque não perdeu pontos em casa e porque quando a mística da camisa branca enfeitiça, não tem quem segura.

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Madureira mora no meu coração


“Eu beijei Madureira, Madureira mora no meu coração”.

No dia em que o grande bamba Jair do Cavaquinho se foi, escrevo estas linhas sobre Madureira. O bairro e o time. O bairro é a capital do samba, reduto da Portela e do Império Serrano. O time conseguiu a proeza de chegar as finais do Carioca. Perdeu o primeiro jogo mas já é vencedor.

Madureira é reduto de bamba. No samba e na bola. Poucos sabem, mas outro Jair, o da Rosa Pinto, começou lá. Fazia uma linha de frente infernal com Isaís e Leléu. Os três acabaram comprados pelo Vasco.

Enquanto, em Conselheiro Galvão este trio brilhava, o pagode comia solto. Paulo da Portela esquentava os tamborins no asfalto e Mestre Fuleiro comandava o batuque no morro.

E lá se foram os anos. E em 2006, no auge da decadência dos times grandes cariocas, eis que ressurge o Madureira. O flamenguista Wilson Batista certamente comporia sambas bem tristes para seu Rubro - Negro. Mauro Duarte também não se animaria com o Fogão. Mas Madureira está em festa. E lá de cima, Jair do Cavaquinho torce e vibra com o Tricolor Suburbano. Da-lhe Madureira.

terça-feira, 28 de março de 2006

Dois pés esquerdos

Estava eu, despretensiosamente, passeando pelo blog de um jornalista esportivo de grande renome por nossas bandas verde-amarelas, quando deparei-me com uma constatação.

O jornalista dizia, em meio a seu primoroso modo de argumentação, que Ricardinho havia jogado melhor no último clássico devido à ausência de Roger.

Com todo o devido respeito, não gostei. Lembrei-me de uma velha discussão de botequim, na qual uns diziam que a presença de dois canhotos no meio-campo era prejudicial à equipe. Decidi argumentar:

A linha de frente da seleção brasileira é composta pelo gaúcho mais habilidoso do planeta, seu fiel escudeiro, técnico e tático, Kaká, o gorducho e o Imperador da Vila Cruzeiro. Muitos dizem se tratar do melhor ataque canarinho dos últimos tempos.

Pois temos, no meio campo, dois destros. Ótimo, sem quaisquer comentários.

O Mago tem ao seu lado, no meio campo do Barça, Deco. Outro fiel escudeiro de muita técnica e com senso tático apurado. Destro.

Gaúcho não parece ter seu futebol prejudicado jogando ao lado dos dois meias. Ninguém jamais ousou comentar: -Esse cara não pode jogar com o Ronaldinho, ele também é destro!

Aliás, não me lembro de ter escutado, em toda a minha vida, sequer uma reclamação a respeito de um time com dois destros na meiuca.

O mesmo não ocorre em relação aos que acariciam a gorducha com seus pés esquerdos.

Muitos dirão que, como são maioria, os destros já estão acostumados a jogar com outros destros. Pois bem, no dia em que deixarem dois canhotos jogarem juntos quem sabe eles se acostumem.

Que palmeirense ousaria preferir Marcinho e Alceu a Rivaldo e Djalminha?

Ou será que Marcinho e Corrêa compõem um meio campo muito mais produtivo do que Ricardinho e Roger?

Não que Carlos Alberto ou Rosinei sejam jogadores de baixa qualidade técnica, mas Roger passa por um momento muito mais brilhante (é o melhor meia do Corinthians este ano) e, convenhamos, não tem nada a ver com Ricardinho.

Roger joga mais à frente, é aquele número 1 do velho lobo. Ricardinho é um maestro na armação de jogadas. É o homem que tira a bola dos pés do cabeça de área e a coloca (majestosamente) sob os cuidados de pés que a tratem com carinho, sejam estes direitos ou esquerdos.

Roger tem um pé esquerdo carinhoso, que, por sua vez, envia a redonda aos pés velozes e furiosos dos matadores, quando não diretamente ao fundo do barbante.

Destro ou canhoto, quem atuar à frente de Ricardinho vai jogar próximo à meia lua, na mesma exata posição.

Se forem devidamente posicionados por seus professores, grandes jogadores formarão grandes equipes.

O nome do pé que roça a pelota é um vão detalhe. Ou Júnior não foi um grande lateral esquerdo?

Real Madri, um clube desqualificado


Wagner Ribeiro é uma das figuras mais nocivas do futebol brasileiro. Depois de levar Kaká para o Milan (e tomar um cano tremendo) e levar Robinho para o Real, este bandido engravatado está levando para Madri o menino Neymar, de apenas 14 anos.

Ele aparece na televisão com um sorriso fácil, como se fosse uma grande alma. Neymar é considerado por todos na Vila, a maior revelação das categorias de base. O problema é que já se associou ao diabo.

Esta semana, Ribeiro levou a ferinha, acompanhado de seu pai, para o Real Madri. A legislação brasileira proíbe menores de idade trabalhar fora do país. Mas o Real Madri também não tem escrúpulos, vai dar um emprego para o pai do menino e aí tudo fica legal. Os espanhóis usam qualquer artimanha para tirar nossas riquezas. Já fazem isso desde a época da colonização.

Real Madri é um clube que sintetiza o que Espanha tem de pior. A Coroa reacionária, o sistema capitalista monopolizador, a aristocracia esnobe. O Real Madri é um clube que não tem nada de romântico. Muito pelo contrário. É um clube que rouba atletas, um clube sem sujo.

Vergonha!!!!


O empate com o Corinthians praticamente eliminou o Palmeiras da competição estadual. Mas se não fosse a péssima arbitragem, era para o time verde sair derrotado do Morumbi. Pela primeira vez foi utilizado um sistema de comunicação entre o trio de arbtragem. Foi um desastre.

Em uma jogada polêmica, Carlitos Tevez fez um golaço, depois de humilhar o zagueiro Leonardo Silva. Os dois bandeiras viram falta no lance (que não existiu) e, ao invés de levantarem a bandeira, tentaram se comunicar pelo microfone. E enquanto os três patetas tentavam se falar, Tevez meteu um balaço na gaveta.

Na verdade, quem anulou o gol foi o Leão. É ridícula a cena em que a bandeirainha Ana Paula corre para o centro do gramado mas pára no técnico Leão. É ele quem avisa da falta que não existiu. Resultado, o argentino teve um de seus mais belos gols injustamente anulado.

O trio ficou em pane. Não sabiam o que falar. Só depois de arquitetarem a história toda no vestiário é que se puderam se explicar. Ridículo.

Além disso, a arbitragem ainda cometeu mais alguns erros grosseiros. Uma arbitragem horrível e que foi aprovada pelo chefe da arbitragem, o Coronel Marinho, que deveria estar no quartel.

O que fizeram no domingo foi uma barbaridade, uma vergonha.

sábado, 25 de março de 2006

Futebol e Paixão Divina


Filipenses 4:13 – era o que se lia na camiseta do atacante da Inter de Milão após seu terceiro gol nas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, o torneio de clubes mais recheado de estrelas no mundo. Adriano, centroavante da seleção brasileira e ídolo no clube milanês, conseguiu, por meio dessa simples inscrição, se comunicar com o mundo inteiro.

“Tudo posso naquele que me fortalece” – é o que diz o versículo ao qual se referia Adriano. Será que ele pensa que Deus gosta mais dele do que do goleiro da equipe adversária? Como, então, se explica o sucesso de Kaká, que agradece a Deus por todos os gols que marca pelo Milan, grande rival da equipe de Adriano? Deus então favorece os que mais o louvam? Em minha humilde – e mortal – opinião, “todos são filhos de Deus”. Um bom pai não escolhe um filho ao outro, um bom pai quer o sucesso de todos.

Lembro-me de uma música que conta a história de um homem que encontrou Jesus na periferia de São Paulo. Cristo havia descido à terra para ver como andavam as coisas por aqui. Na televisão de um boteco, Jesus vê um baixinho que se diz atleta de Cristo – “Mas o que é isso? Eu não torço pra ninguém!” – exclama.

Coincidentemente ou não, mas sem sombra de dúvida, ironicamente, Adriano se contundiu na partida seguinte. Será castigo por chamar o santo nome em vão? Creio que se fosse esse o caso, quase toda a população mundial estaria contundida no momento.

Para reforçar a opinião dos atletas de Cristo existe a frase: Deus é brasileiro. Junta-se a ela o fato de o Brasil ser cinco vezes campeão mundial e temos um argumento. Por que o Brasil ganhou um terço de todas as Copas do Mundo? “Por que Deus é brasileiro” – diriam muitos.

Se frase de camiseta de futebol tivesse direito de resposta, eis o que eu escreveria: Filipenses 4:23. Se Adriano ao menos houvesse prestado atenção em todo o salmo, saberia que o versículo diz: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com vós todos, Amém.”

04/2005

Ronaldinho Gaúcho, o mago da bola

O que ele faz com a bola é o que Mozart fazia com as notas musicais. O que ele faz, a partir de sua chuteira dourada, é o que Picasso fazia a partir de seu pincel. O que Ronaldinho faz dentro de quatro linhas é o que um equilibrista faz sobre uma corda bamba: dá show.

É impressionante como é técnico e habilidoso o nosso craque. Os mais velhos já o colocam acima de Zico e no mesmo patamar de Maradona e Garrincha, abaixo apenas de Pelé. Eu digo que ele fica abaixo apenas do Rei e do Mané.

Os argentinos que me desculpem, mas o “pibe de oro” nunca encantou tão intensamente quanto o Gaúcho. Maradona, inclusive, jogou, mais ou menos com a mesma idade, no Barca. Não brilhou nem perto do que o brasileiro brilhou. Maradona batia com um pé, Ronaldinho bate com os dois. Maradona fracassou em três Copas, Ronaldinho jogou uma e ganhou uma. Maradona é argentino, Ronaldinho é brasileiro.

Ronaldinho já ganhou uma Copa e deve arrebentar nesta. A facilidade que ele tem para controlar a bola é incrível. Consegue dominá-la num pequeno espaço e cercado por cinco adversários. Dá toques de calcanhar como se tivesse um olho na nuca. Sua chapelaria também funciona muito bem. Seu chute tem o veneno que apenas craques da linhagem de Didi têm.

Esta é sua Copa. Ronaldo jogará muito (principalmente contra a Espanha e a França, calando Madri e Platini) e seu nome ficará (mais) imortalizado. Kaká vai fazer juz ao título de “Bambino D’oro” (principalmente contra a Itália). Adriano, Robinho e cia também irão explodir. Mesmo assim, o mundo só terá olhos para Ronaldinho Gaúcho. E ele não nos decepcionará.

Ainda o maior clássico de São Paulo


Amanhã, Corinthians e Palmeiras farão o 321° jogo da história do clássico. Ainda que pequena, a vantagem no confronto é do time palestrino. Nos últimos anos, porém, o Corinthians conseguiu diminuir um histórico que era amplamente favorável ao Palmeiras. Em 11 jogos realizados neste novo século, podemos observar uma supremacia alvinegra com seis vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. Tudo isso serve apenas para apimentar mais ainda o clássico de enorme rivalidade, cheio de histórias e polêmicas.

O jogo de amanhã apresentará situações distintas para ambas as equipes. Enquanto o Palmeiras luta pelo título e para sair de uma fila de sete anos sem conquistas importantes, o Corinthians vai com o único objetivo de estragar e tentar tirar definitivamente o maior rival da disputa pelo Campeonato Paulista, já que o time está praticamente eliminado. Essa partida tem todas as características de uma decisão, e é isso o que as torcidas esperam amanhã no Morumbi...

Histórico dos confrontos:

320 jogos

114 vitórias Palmeiras
111 vitórias Corinthians
95 empates